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O que é nacional é bom

Parece que é quando estamos longe que damos mais valor ao que é nosso e que nos apercebemos mais da nossa riqueza cultural.
Em Portugal podemos não ter muitas oportunidades a nível profissional ou perspectivas de construir uma sólida carreira profissional e por isso saímos de Portugal para termos um futuro e uma vida melhores.
Todavia,temos muita coisas dignas de valor e de prestígio no nosso belo país,desde o clima,a gastronomia,as praias.
Depois temos todo o nosso passado áureo,nomeadamente a época quinhentista,em que contribuimos para a descoberta e colonização de vários países.
Mas este post vem a propósito de eu me ter apercebido,já há algum tempo,que valorizamos mais o que é nosso quando estamos longe.
A música é um exemplo.
Gosto de música portuguesa,mas quando estava em Portugal só costumava ouv-la quando passava na rádio.
Mas aqui ouço bastante música portuguesa, praticamente todos os dias:no autocarro ou no metro nas viagens de ida e volta para o trabalho,quando chego a casa e também tenho a sensação que agora as nossas rádios também passam música portuguesa com alguma frequência.
E a música é apenas um exemplo do que acabei de dizer.
Defendemos com muito mais afinco a nossa propriedade e riqueza culturais fora do nosso país,mas ainda bem que é assim.
É um orgulho para mim quando às vezes aqui em Londres me deparo com o que é nosso,como é o caso de um quadro de Paula Rêgo em exposição na National Portrait Gallery,um painel em azulejo (na estação de Hyde Park Corner), ilustrando um serviço de prata portuguesa do século XIX e saber que o protagonista do musical We will rock you,em exibição no Dominion Theatre é um actor português,Ricardo Afonso.


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