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Fé, esperança, otimismo?

Nos últimos dias a ansiedade, a tristeza e a sensação de impotência abateram-se sobre mim e a minha família. Estando a mais de 10.000 km de distância, não posso dar o apoio que queria e devia.
A minha madrasta, que foi, é e espero que continue a ser a minha verdadeira mãe, luta há mais de 30 anos contra uma doença oncológica. Durante todos estes anos ela fintou sempre a doença e superou todas as batalhas, indo buscar forças sabe-se lá onde para cuidar dela e de toda a família.
Infelizmente, o problema voltou e o tratamento, desta vez, parece não estar a surtir efeito. Nas últimas 3 semanas o estado de saúde dela piorou drasticamente. Até então, apesar de os tratamentos a debilitarem um pouco durante o tempo que duravam os efeitos secundários; logo a seguir ela recuperava força e energia; estava bem disposta e mantinha o seu sentido de humor.
A médica que a acompanha, ficava sempre surpreendida nas consultas regulares, pois ela chegava sempre sorridente e bem-disposta, preparada para mais um tratamento.
Mas, há 3 semanas tudo mudou: deixou de conseguir comer, perdeu imenso peso e quando foi à consulta, a médica nem queria acreditar no estado dela e decidiu interná-la.
A minha irmã, que também vive fora, em Inglaterra, viajou  de imediato para Portugal e ficou a tomar conta dela durante duas semanas.
A minha madrasta recebeu alta 5 dias depois, contudo, não recuperou muita energia. A minha irmã e o meu pai tinham que a ajudar em tudo.
A semana passada piorou outra vez e desde quinta feira que está internada com o diagnóstico que não queríamos ouvir. A médica disse que nos devemos preparar para o pior!
Não quis acreditar quando a minha irmã me disse e imediatamente o meu chão caíu... Estou aqui tão longe e sem poder ajudar! Eu vou a Portugal, mas só vou na última semana de Junho.
A minha irmã viajou para Portugal  hoje, outra vez, para ajudar e apoiar o meu pai, que é uma pessoa que tem dificuldade em se desenvencilhar sozinha.
Apesar de o diagnóstico e de o estado dela não terem melhorado desde quinta feira, recuso-me a acreditar no pior cenário e quero crer que ela vai recuperar e que, ainda que muito lentamente,  vai voltar a ser a mulher lutadora e cheia de vida que eu conheço.
Eu, a minha irmã e sobretudo o meu pai precisamos dela por muitos e mais anos.
A minha madrasta tem uma força e vontade de viver imensas, nunca teve medo desta doença e, se puder, quer viver até aos 120 anos!
Eu não estou preparada para ficar sem ela, porque ainda queremos fazer muitas coisas juntas e ainda preciso dos conselhos e dos ensinamentos dela!
Posso estar a ser demasiado crente e otimista, mas a verdade é que não acredito que a doença a vai vencer. Acredito, isso sim, que é ela que vai vencer, mais uma vez, a doença.
Apesar de ser católica, não sou muito dada a orações, mas nos últimos dias tenho-me agarrado com devoção às orações e à fé e já fiz também uma promessa que irei cumprir quando for a Portugal.

Comments

ML said…
Só para mandar um beijinho cheio de força e optimismo. :*

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